Site dos Estados Unidos anuncia venda de fósseis extraídos no Ceará por até R$ 22 mil

Fósseis de insetos são comercializados por até US$ 3,9 mil, cerca de R$ 21,6 mil, na cotação atual.

Fósseis de uma cigarra e de uma libélula são comercializados em uma loja virtual dos Estados Unidos. Os fósseis são oriundos da Chapada do Araripe, no Sul do Ceará e segundo denúncia do doutor em Geociências e professor do curso de Arqueologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros, estavam sendo comercializados por até US$ 3,9 mil, cerca de R$ 21,6 mil, na cotação atual.

Juan Carlos Cisneros fez a denúncia ao canal on-line do Ministério Público Federal (MPF), em janeiro de 2023. Em seguida, o caso foi encaminhado à Procuradoria da República no Ceará.

O pesquisador descobriu através de pesquisa que os preços achados na página virtual do site americano eram considerados de alto valor: a cigarra chegava a custar U$S 3,1 mil dólares (R$17,3 mil) e uma libélula, 3,9 mil (R$ 21,6 mil). Cerca de 200 fósseis são vendidos pelo site.

O paleontólogo e professor da Universidade Regional do Cariri, Renan Bantim, explicou que a comercialização além dos insetos são de plantas. Esses objetos são mais fáceis de sair do Brasil por conta do tamanho. O professor reforça que a prática é proibida desde 1942.

"A maioria desses fósseis vendidos eram de insetos e outros de plantas todos de pequenos porte. porque são facilmente levado para fora do Brasil. A comercialização de fósseis no pais é proibida desde 1942 e então comercializar é crime. Muitos especialistas estão atentos nestes site de comercialização e alertando as autoridades", afirmou.

Fósseis em bagagem de mão

Em abril, o g1 conversou com a delegada da Polícia Federal em Juazeiro do NorteJosefa Lourenço, que investigava o tráfico de fósseis na Chapada do Araripe. Na época ela disse que o tráfico mais profissional, que irriga comércios internacionais, é também "o mais difícil de se investigar". Isso porque há pessoas que se especializam na área, sabendo como esconder os fósseis em pedras semipreciosas e despachá-los para fora. Segundo ela, os maiores interessados são pesquisadores brasileiros e do exterior.

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